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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!


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Segunda-feira, Março 29, 2010


(Causo inédito)

Dasvéia!

- (Plagiando a Daslu, Daspu e outras mais...) -



Fui convidada a participar de um programa de índio de velha! Ir para São Paulo almoçar na nossa associação atlética, a convite de outra associação: a dos antigos funcionários. Nem preciso dizer que não me falaram que o almoço teria música ao vivo. Quem me conhece, sabe que odeio certas pérolas do cancioneiro popular brasileiro (forró, axé, pagode)... Mas enfim, pra rever as colegas, fofocar um pouco e dar muita risada, estava valendo! Apesar da música alta e do gosto musical duvidoso. Mas não posso nem devo ser intolerante... Eu sei!

A subida via Rodovia Imigrantes foi demorada, movimento intenso de caminhões, pois a Anchieta está em reformas. Chegamos lá ao meio dia: panela no fogo, barriga vazia. E a ‘dancinha’ já rolava solta! A comida estava excelente e o papo, animado. Apesar da altura do som, a gente conseguiu rir e contar novidades que, via de regra, era sobre algum problema de saúde. Mortes e doenças fazem parte de um bom papo de aposentado que se preze. Até fiquei impressionada com certos detalhes sórdidos, e que ainda me encontro em um ótimo estado de saúde, apesar de alguns maus momentos passados há uns três anos atrás (quando da complicação da minha gastroplastia).

Existe uma associada (bem) idosa que leva um acompanhante pago. Explico: ela paga (e pelo jeito, muito bem pago) um rapaz que achamos que é professor de dança ou acompanhante profissional. Já haviam me contado essa estória em outra ocasião. Parece que o assunto foi até abordado na revista Veja. Desta vez até vimos a senhorinha preencher o cheque, acreditam? Afinal cada um faz da vontade de dançar e do seu rico dinheirinho o que quer, não é mesmo? Comentamos (ou fofocamos?) que inclusive poderia ser pedido médico ou alguma recomendação fisioterapêutica.

Quase na hora de virmos embora, o pessoal tomando um cafezinho e eu beliscando uma casquinha de laranja adocicada, uma das ‘meninas’ recebeu um telefonema de Santos: uma colega que, não sei se costumeiramente vinha a esses almoços (que na verdade ocorrem toda primeira quinta-feira após o dia vinte), dizendo que seu marido, um cardíaco sem juízo (que não costumava obedecer e não gostava de fazer o que o cardiologista mandava), teve uma morte súbita e rápida ao visitar sua mãe velhinha na hora do almoço. Na hora do almoço dele, melhor dizendo.

Coisa triste, não é?

Triste também ainda foi ouvir na viagem de volta, em meio a tagarelagem geral e irrestrita no ônibus, que a filha de uma colega tinha ido ao show do Guns n’ Roses... Quase virei pra trás e disse que EU também havia ido! Seria talvez por isso (quem sabe?) que eu tenha menos doenças? Talvez, um dia saberemos a verdade? Será que tentar manter a cabeça jovem consegue ajudar a sustentar o corpo saudável e em melhor estado de conservação?